Bolsonaro Choca ao Relatar Surto

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“Não Foi Por Mal”: Em Audiência, Bolsonaro Choca ao Relatar Surto e ‘Alucinação’ Como Causa da Violação da Tornozeleira

O Brasil parou para acompanhar os desdobramentos da prisão de Jair Bolsonaro, mas ninguém estava preparado para o que foi ouvido na audiência de custódia realizada no início da tarde deste sábado (22). Diante do juiz instrutor e de representantes da Procuradoria, o ex-presidente, visivelmente abatido e com a voz embargada, admitiu ter manipulado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Contudo, a justificativa paralisou o tribunal: ele afirmou ter sofrido uma alucinação sensorial intensa.

O Relato do Surto

Segundo fontes exclusivas que tiveram acesso a trechos do depoimento, Bolsonaro relatou que, durante a madrugada, sentiu que o dispositivo em sua perna estava “pegando fogo” e “apertando até o osso”, como se fosse uma cobra ou um objeto incandescente.

“Excelência, eu não queria fugir. Eu só queria fazer parar de queimar. Na minha cabeça, aquilo estava me matando”, teria dito o ex-mandatário.

A defesa alegou que o incidente foi um episódio de surto psicótico transitório, desencadeado pelo estresse extremo dos 100 dias de confinamento, pela pressão jurídica e pela privação de sono. O uso do ferro de solda, segundo essa nova versão, foi um ato de desespero para remover o objeto que, em sua alucinação, causava dor física insuportável, e não uma tentativa fria de sabotar o GPS para fugir.

Saúde Mental ou Estratégia?

A revelação lança uma nova luz sobre o caso. Se confirmado por laudos psiquiátricos, o episódio retira o dolo (intenção criminosa) de fuga. Juridicamente, a defesa agora pede a internação hospitalar para avaliação psiquiátrica, em vez da transferência para um presídio comum ou quartel.

Para os analistas políticos, a imagem do “Capitão inabalável” dá lugar à figura humana, vulnerável e levada ao limite. A narrativa de que “o sistema enlouqueceu o homem” começa a ganhar força nas redes sociais, gerando uma onda de solidariedade que transcende a política.

O Olhar Espiritual e o Clamor das Igrejas

No meio evangélico, a notícia foi recebida com consternação e um senso de urgência espiritual. Pastores e líderes interpretam o relato não apenas como uma questão médica, mas como uma batalha espiritual na mente.

Passagens bíblicas sobre a angústia de grandes reis, como Davi e Saul, estão sendo citadas em grupos de oração. A tese é de que o isolamento forçado e a perseguição constante abriram brechas para um esgotamento mental severo. A “vigília” que seria um ato político na porta de sua casa, agora se transforma em uma campanha nacional de oração pela cura interior e restauração da mente de Jair Bolsonaro.

O juiz determinou uma avaliação médica de emergência. O destino de Bolsonaro agora não depende apenas de advogados, mas de médicos. O Brasil aguarda, em oração, o diagnóstico que definirá os próximos capítulos dessa tragédia pessoal e política.